domingo, 9 de agosto de 2015

DOIS DEDOS DE PROSA COM MEU PAI

Eu, meu computador, e minhas lembranças.

Computador? É meu pai, não é coisa do seu tempo.

E lá se vão décadas que não trocamos uns dois dedos de prosa. Eu era tão novo, tinha apenas 16 anos quando o senhor partiu para outro plano. De lá pra cá, quantas e quantas coisas aconteceram. Servi a Marinha do Brasil, fui líder estudantil, me formei em jornalismo, e até hoje me aventuro por esse mundão afora pra aprender as coisas que não são escritas nos livros.

Acredita que fui até prefeito da cidade que adotamos pra viver? Impensável né?

Mas, devo lhe dizer uma coisa, não dei mole não, estou garantindo a nossa espécie, rsrs...: me casei, lhe dei netinhos, e até bisneto. Que sorriso bacana estou vendo aqui de baixo. Sabia que ia ficar feliz com isso.

Pai, estão dizendo que hoje é seu dia. Sinceridade? Eles não sabem de nada!

Qualquer dia desses a gente se encontra - fica tranquilo, não é despedida não. Ainda dou um "bocadinho de trabalho" aqui na terra -. Para todo sempre. Amém.


Ah, que cabeça a minha - liga não, coisas da idade -:

sua benção meu pai!