Por José Luiz Teixeira
De São Paulo
Enquanto deputados e senadores discutem, em Brasília, uma reforma que supostamente irá aperfeiçoar o regime democrático brasileiro, um grupo de professores analisa, em Foz do Iguaçu, no mês que vem, uma proposta para acabar com os políticos profissionais.
Calma, prezados leitores, a extinção dessa categoria mágica que consegue multiplicar fortunas em questão de meses, seria apenas cartorial, e não física - via paredão, bombas químicas ou fogueira, como muitos gostariam.
Trata-se do "Primeiro Simpósio Internacional de Democracia Direta", nos dias 3, 4 e 5 de Junho, organizado pelo Movimento Democracia Pura, presidido pelo professor José Ramos Vasconcelos, pesquisador e autor de dois livros a respeito do tema.
Depois de anos de pesquisas sobre a participação do cidadão no processo democrático, o professor Vasconcelos chegou à conclusão de que os atuais sistemas representativos estão longe de permitir o exercício da soberania popular.
Por isso, ele defende a viabilidade da democracia pura, mediante a reestruturação do governo, na qual o povo participaria diretamente do processo decisório, eliminando, portanto, a intermediação dos políticos profissionais.
O sistema proposto faz lembrar a democracia direta de Grécia antiga, das decisões populares nas ágoras, trazendo, porém, ferramentas do Século 21, como a informática, principalmente.
Em um país onde a droga, a bebida, a gasolina e até o leite das crianças é 'batizado', a proposta do professor Vasconcelos soa utópica, mas é bem-vinda; e vem ao encontro da não menos sonhadora ideia deste repórter velho de guerra de se criar o "eleitor-sênior".
Nesse caso, cada parlamentar teria um grupo de eleitores cadastrados (algumas centenas), os quais monitorariam e decidiriam o seu (lá dele) voto pela Internet. Seriam os "eleitores-seniores" fiscalizando e orientando vereadores, deputados e senadores via "web".
Tenho defendido esse projeto em todos os fóruns dispostos a me ouvir, como os engraxates, os motoristas de táxi e o chapeiro da padaria aqui da esquina.
Por causa desse proselitismo, considerava-me, até agora, o último romântico. Depois da noticia sobre o simpósio em Foz do Iguaçu, conforta-me saber que não estou sozinho.
Calma, prezados leitores, a extinção dessa categoria mágica que consegue multiplicar fortunas em questão de meses, seria apenas cartorial, e não física - via paredão, bombas químicas ou fogueira, como muitos gostariam.
Trata-se do "Primeiro Simpósio Internacional de Democracia Direta", nos dias 3, 4 e 5 de Junho, organizado pelo Movimento Democracia Pura, presidido pelo professor José Ramos Vasconcelos, pesquisador e autor de dois livros a respeito do tema.
Depois de anos de pesquisas sobre a participação do cidadão no processo democrático, o professor Vasconcelos chegou à conclusão de que os atuais sistemas representativos estão longe de permitir o exercício da soberania popular.
Por isso, ele defende a viabilidade da democracia pura, mediante a reestruturação do governo, na qual o povo participaria diretamente do processo decisório, eliminando, portanto, a intermediação dos políticos profissionais.
O sistema proposto faz lembrar a democracia direta de Grécia antiga, das decisões populares nas ágoras, trazendo, porém, ferramentas do Século 21, como a informática, principalmente.
Em um país onde a droga, a bebida, a gasolina e até o leite das crianças é 'batizado', a proposta do professor Vasconcelos soa utópica, mas é bem-vinda; e vem ao encontro da não menos sonhadora ideia deste repórter velho de guerra de se criar o "eleitor-sênior".
Nesse caso, cada parlamentar teria um grupo de eleitores cadastrados (algumas centenas), os quais monitorariam e decidiriam o seu (lá dele) voto pela Internet. Seriam os "eleitores-seniores" fiscalizando e orientando vereadores, deputados e senadores via "web".
Tenho defendido esse projeto em todos os fóruns dispostos a me ouvir, como os engraxates, os motoristas de táxi e o chapeiro da padaria aqui da esquina.
Por causa desse proselitismo, considerava-me, até agora, o último romântico. Depois da noticia sobre o simpósio em Foz do Iguaçu, conforta-me saber que não estou sozinho.
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PS: Mais informações sobre o simpósio estão disponíveis no endereço www.simposiodemocraciadireta.com.br
José Luiz Teixeira é jornalista. Formado pela Faculdade Cásper Líbero, trabalhou em diversos órgãos de imprensa, entre os quais as rádios Gazeta, Tupi e BBC de Londres, e os jornais O Globo, Folha de S.Paulo e Folha da Tarde.
(Fonte: Portal Terra)
Um comentário:
O Roman´tismo é um mode de ser e de agir, ASTUCIOSAMENTE, combatido pelos que desejam as coisas como estão.
O primeiro passo para qualquer mudança se dá , na maioria das vezes, primeiro através de idéias e de sonhos.
Portanto , sonhemos e posteriormente tornemos factível um modo diferente de está no mundo.
Sim, nós podemos!
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