
O Instituto Butantan, de São Paulo, ainda não recebeu da Organização Mundial de Saúde (OMS) a fórmula da vacina contra a gripe suína, prevista para ser enviada no início do mês, o que torna inviável a produção no país do imunizante contra o vírus da gripe A (H1N1) ainda este ano, de acordo com a assessoria da instituição. O motivo do atraso não foi esclarecido e o Butantan informou que não se pronunciará sobre o assunto, por enquanto. Sem condições de iniciar a produção a tempo, até o fim deste ano o Brasil terá de combater a doença com vacinas importadas.
Fonte:Agência Estado
3 comentários:
Disso tudo, podemos depreender o seguinte: as autoridades sanitárias não estão nem aí para a saúde da população.
Vi ontem numa entrevista com a médica-infectologista Nancy Bellei (reproduzida no blog http://dignidadedecampos.blogspot.com) onde a mesma fala que a melhor eficácia do remédio que combate essa doença é nas primeiras 48 horas após a constatação da mesma mas, os exames para constatá-la leva de 72 horas a uma semana. Essa janela de no mínimo 24 horas a mais, impede um combate eficaz dessa doença e facilita a disseminação da mesma, que agora deixou de afetar pessoas que viajaram para locais onde a gripe começou e agora, está dentro de nossa casa, em qualquer lugar.
Somemos tudo isso ao fato de não produzirmos a vacina no Butantã, dependendo de licitações para importá-la, o risco da gripe se espalhar em escala geométrica, é no mínimo preocupante.
Me preocupa mais quando transportamos essa preocupação para o universo de nossa cidade onde a secretaria de saúde está mais preocupada em gastar em torno de R$ 140.000,00 na reforma do gabinete do secretário de saúde, do que realizar ações efetivas na prevenção em saúde. Em nossa cidade, a saúde não está sendo levada à sério, vide a quantidade de óbitos ocorridos por conta de casos de meningite meningocócica: 7 (sete) em 8 (oito) casos existentes. O que me alarma é o secretário Paulo Hirano, fazendo cara de estátua em entrevistas em programas de reportagem na TV, alegando que é para só nos alarmarmos quando o número de casos atingir 5 (cinco) para cada 100.000 (cem mil) habitantes.
Como nossa população certamente já atingiu o número aúreo de 500.000 habitantes e a meningite meningocócica tem um alto índice de mortalidade, temos que, esperar, segundo a visão tacanha do secretário, pelo menos mais 17 (dezessete) casos, com a possibilidade de pelo menos mais umas 15 (quinze) mortes além das sete já ocorridas para só então, serem tomadas as providências de prevenção em saúde.
Se isso não é insensibilidade por parte do poder público, não sei como classificar.
Provisano, o tempo para efeito eficaz do Tamiflu é de conhecimento do Ministério da Saúde e foi divulgado pelo mesmo, logo feita a descoberta. Com base nela, orientamos a população a procurar auxílio médico, assim que surjam sintomas da Influenza A (H1N1). Lembramos que o tratamento da doença é definido e ministrado pelo médico responsável pelo atendimento.
Ministério da Saúde, acabei de ouvir agora no Jornal Nacional que a fabricação do remédio só será iniciada a partir do ano que vem, isso foi informado por um porta-voz seu.
Como a doença não faz nenhuma pausa em função da burocracia, a minha preocupação se torna maior ainda. Maior deveria ser a preocupação por parte das autoridades da saúde, em todos os níveis, do secretário de saúde ao ministro responsável pela pasta.
O que nos resta é muita reza-forte, estamos entregues às baratas.
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